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Equipamentos para catadores estão parados por falta de prioridade do governo Sartori

5 de Outubro de 2015, 15:20 , por rosana kirsch - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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“Sabemos do valor que tem uma Secretaria de Economia Solidária na vida de um empreendedor solidário. Somos 200 famílias, vivíamos num lixão, e conseguimos construir uma central de reciclagem em nosso município. Infelizmente, até hoje não recebemos equipamentos do Polo Binacional do PET, prensas, caminhões e carrinhos, liberados no último governo e já divididos por cooperativa, porque não temos a certificação, o que facilitaria muito nosso trabalho. Estamos sentindo o reflexo da paralisia do setor. O atual governo está fechado para nós”. Esta foi a manifestação da catadora de Uruguaiana e líder Nacional do Movimento do Catadores, Maria Tugira, durante a audiência pública da Subcomissão de Economia Solidária da Assembleia Legislativa, realizada na segunda-feira (24), em Santana do Livramento.

Entre os principais encaminhamentos da audiência, estão: destravar o funcionamento das Casas de Economia Solidária para continuidade do processo de certificação, criar uma Frente Parlamentar ou uma Comissão Permanente na AL e vistoriar os equipamentos adquiridos através de convênios, e que ainda não foram repassados aos respectivos grupos.

O deputado Zé Nunes (PT), proponente, coordenador e relator da subcomissão, destacou que o setor tem se constituído como uma alternativa econômica, pois é responsável pela criação de novas formas de distribuição de renda e de gestão, a partir da participação de todos nas obras e na tomada das decisões. “Não podemos permitir a paralisação do setor. Temos uma série de empreendimentos já encaminhados em vários municípios do RS, e que estão, desde o ano passado, aguardando certificação”, observou.

O vereador Dagberto Reis, líder do governo, representou a Câmara de Vereadores de Livramento. Ele lembrou que o município tem destacado trabalho na área, abrigando a primeira Casa de Economia Solidária do Estado, desde 2013. “A economia solidária precisa de um espaço específico, por isso, cedemos o local e agora, com a nova conjuntura estadual, garantimos que ela continuará viva, com todo nosso apoio”, assegurou. Em nome da Prefeitura, o secretário geral de governo, Horácio Rodrigues disse que é objetivo da administração municipal dar sequência a qualquer tipo de empreendimento da economia solidária.

Marisa da Luz, do Fórum Gaúcho da Economia Solidária, clamou ao governo do Estado que desengavete os projetos do setor. “Estamos terminando o mês de agosto, e as ações da economia solidária seguem paradas. Vários empreendimentos da região da Fronteira precisam de certificação, e até agora não temos nenhum retorno sobre isso, aliás nem sabemos direito a quem nos reportar”, lamentou, registrando também a necessidade de renovação de convênio com a Secretaria Nacional da Economia Solidária (SENAES).

Além da cidade sede, participaram do debate os municípios de Quaraí, Alegrete, Bagé, Uruguaiana e Dom Pedrito. O evento reuniu representantes de empreendimentos, vereadores, secretários municipais, universidades e movimentos sociais.

Fonte: Site Assembleia Legislativa e http://ocanoense.com.br/


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